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Otv. Aline

quarta-feira, 29 de julho de 2020

O ciclo que poucos conhecem


Preciso de ressignificação, pra já, pra ontem... Nem que seja apenas, para ver o amanhã... continuar respirando e novamente, lutando para descobrir a minha missão, se é que temos ou apenas eu que não. Qual o meu papel aqui, tem noção de que não sei responder? Tem noção de que sinto viva apenas quando sinto o vento no rosto, ou quando sou útil ao ouvir alguém e tentar ajudar com qualquer palavra idiota? Mas se eu tiver que abrir a boca pra falar de mim, olha, um desafio tremendo que, por ventura, ninguém se interessa por saber ou me conhecer profundamente também, então estou tranquila neste aspecto (não é drama, é realidade) algumas pessoas estão preocupadas demais com seus próprios umbigos que cagam para o próximo, é, algumas, porque sabe aquele ditado, a esperança é a última que morre.

 Isso não é normal, o que houve comigo todos esses anos que se passaram, alguém responda antes que o ponteiro do relógio me controla mais uma noite, antes de me embebedar em alguns miligramas redondinhos, pequenininhos e tão  branquinhos, os únicos presente diariamente em quase 5 anos completos desde o início do primeiro gatilho, mal sabia que passariam por vários.

É, daqui algumas semanas não serão mais meus vinte e poucos anos, serão apenas, meus 30 anos... e ai? Quando encontrarei as respostas que sempre me pergunto, desde meus primeiros e tantos anos... caralh... Que droga toda essa escuridão, que a cabeça procura qualquer parte sólida, para novamente “quebrar a cara”! Tá, a claridade também me presenteia, de que adianta, a cabeça está tonta de mais um cascudo que meus olhos não enxergam o caminho a seguir... é um ciclo, ciclo de uma grande montanha de bosta, ciclo que já cansei de rodar, rodar, rodar e não entender, não enxergar, porque vou falar, aceitar? Até isso já fiz viu, uma das primeiras coisas que absorvi das terapias, mas sinceramente, continuo um rato na gaiola e correndo naquela roda achando que chegarei em algum lugar e olha que esse rato nem preso está.

Por: Eu de novo

quinta-feira, 9 de abril de 2020

1 de abril

Hoje dia 1 de Abril, escrevo isso em meio a lágrimas que escorrem sem parar.
Eu não sei mais, na verdade não sei mais o que faço nesse mundo já tem alguns meses.
Não tenho vontade alguma de viver, todos os dias ao abrir os olhos, não sei para qual direção andar. Tem dias que procuro coisas ou pessoas para me distrair e poder passar por mais um dia, isso que é viver? Com certeza não.
Só que estou exausta desse vazio imenso dentro de mim e cansada dessa dor que isso causa.
Pensa na pior dor que já sentiu? A que eu sinto não é nem possível de imaginar. Não há motivos, não há, eu apenas cansei de acordar todo dia sem um significado. E buscar esse significado, todos os dias é o que me deixa mais irada.
Sinto amor por algumas pessoas, mas acredita que têm algumas delas que caga pra isso?
Que só vêm atrás de mim quando as convém?
Isso é viver?
Você sempre doando, doando e doando e nunca recebendo um carinho se quer?



quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Dor que dói

Há certos momentos na vida que eternizam, em meu caso geralmente os mais tristes é que sobressaem, desde as primeiras memórias, lá atrás... Longos 29 anos, não tenho pena de mim mesma por isso, ao contrário, por mais que não entendo o por que desse caminho todo que percorri para chegar aqui... agora, perdida e ao mesmo tempo com uma força que aquece as veias, cicatrizes profundas mescladas com sentimentos destroçados e memórias estilhaçadas, como se fossem vitrais de grandes templos, porém, monocromáticas.
Cada amanhecer, a gratidão faz-se presente, mas não justifica a ausência da dor... essa que não pede licença e nem se importa em quantas feridas serão causadas ao decorrer do tempo.
O ponteiro não espera, o sol ou a chuva não querem me acompanhar, seja com uma caneca de café ou com um fármaco s.o.s.
Os números vão decolando do calendário, isso diz, infelizmente, que a escuridão está próxima, e contigo, traz a solidão, a frieza e o vazio.

Por Aline Pereira


domingo, 24 de novembro de 2019

Ninguém é dono de ninguém

Revendo umas fotos tiradas há alguns anos atrás, e que eu amei, diga-se de passagem, relembrei do comentário feito por um ex namorado, que viu a foto em rede social e, naquela época fez o maior reboliço pela mesma. Perguntando o que eu queria com aquela publicação, porque eu precisava me insinuar para os machos daquela forma, pra quê publicar fotos vulgares assim, mulher que faz isso é porque não está feliz com o relacionamento e precisa "ganhar" curtidas para se sentirem melhor, porque a legenda foi com intenção de provocá-lo... etc.
Expus a situação, porque quem me conhece sabe que amo escrever e claro, para servir de exemplo de alguma forma, porque sei que, infelizmente não fui a única que passou por isso.
Às vezes achamos que ciúmes, briguinhas idiotas e tanto "zelo" é para preservar o amor entre o casal. Gente, isso não é amor, não é nada romântico dizer isso para a parceira por conta de uma foto, algo intocável, algo visual...
O corpo é de quem?
- Já sabem a resposta né?! Se entendermos que, em qualquer tipo de relacionamento, existe também a individualidade, acredito que não haveria tantas discórdias. Têm um livro fantástico de Zíbia Gasparetto que diz, " Ninguém é de ninguém. As pessoas são livres para escolher o próprio caminho. O amor é espontâneo. Não se pode forçar os sentimentos (...)" - Livro: Ninguém é dono de ninguém.

Por: Aline Otaviann


domingo, 23 de junho de 2019

Pára de me boicotar sua estúpida (18-06-19)

   Hoje fui pega de surpresa, novamente, depois de tantos meses. Não tem definição, essa filha da p... da angústia chegou como uma voadora no peito. Pergunta se alguém entende? Mostra-me se existir.
Sentada ao chão, abraçada com um urso de pelúcia e um crucifixo entre os dedos. Alguém aí fala minha língua? Porque no momento, quero apenas ouvir qualquer coisa, quero me sentir apenas acolhida, receber um abraço enquanto as lágrimas secam em seu ombro.
Agora você pode ficar aqui, em silêncio, no escuro desse vazio que vivencio. Não julga, não diga nada positivo, apenas empresta o colo, faça por querer me ver bem, por compreender a situação e quando nem mesmo a própria autora entende.
   São 28 anos... vinte e oito anos tomando atitudes que não cabiam a mim; XXVIII anos andando por uma ponte pênsil, suspensa sob a escuridão, onde somente o instinto é a fresta de luz, minha "razão", a qual creio, pois nessa matéria de vida, onde certamente teria "que se viver", não passei de nível tão facilmente, seria um analfabetismo gerado pela falta de docentes capacitados pela ausência ou demonstração de afeto. 
   Mas baseado nesta sociedade líquida e cada vez mais fria, seria totalmente aceitável, não é mesmo?
   A maioria das respostas, imagino que seriam afirmativas, mas em minha opinião, seria NÃO, jamais entenderei a falta de compaixão com o próximo... com a própria família. Tal armadura imposta sobre uma criança com 5 anos de idade entenderia e entende após anos, que é a única defesa que "imagina" ser a melhor saída.
   As lágrimas continuam caindo, cada gotinha como se fosse ácido, a criança/adulta não sente absolutamente nada, a sensação que muito denominam dor, nesse caso é prazeroso.
   Aprendi a gostar da solitude, mas quando a megera da solidão me cerca... ah, essa sim gostaria de exterminá-la de uma vez por todas.

   Recadinho para solidão: " Deixe-me viver bem, com altos e baixos, claro... mas pára de freiar meus momentos especiais, alegre que todos tem direito, pára de me boicotar sua estúpida. "

By: Otv. Aline