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Otv. Aline

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Coração de inverno

Sabe aquela noite escura e fria, onde não há ninguém para te ouvir, para conversar... o pensamento toma conta, acelera o peito e invade a razão, te deixa boba, sentimental e carente. Você perde as contas de quantas vezes sua respiração oscila em menos de um minuto, o barulho do relógio de parede te incomoda, o jeito é pegar o edredom e cobrir a cabeça, como se fosse uma solução, repentina talvez, mas a única que encontrou naquele momento em que o passado veio como um tsunami e te deixou sem estrutura alguma, sem suportar o barulho do próprio silêncio. Descrever os momentos não é nada fácil, sentimentos de nostalgia, encharcados por lembranças, sejam elas boas ou ruins, o futuro não tem chance, acaba sofrendo pelas dores do passado. A carência é horrível, é um vazio que ao mesmo tempo que quer um abraço, quer também ficar sozinho. Às vezes até pensa na possibilidade de ser ou estar louco, mas não, não está sozinho nessa, é mais normal do que possa imaginar. É ruim ficar toda noite sozinho, ouvindo simplesmente o "nada" e ao mesmo tempo ouvindo gritos que vem de dentro, que pede por socorro, mas que muitas vezes são sufocados pela razão. A vida te decepciona a medida que surpreende, são inúmeras histórias de amor, de sofrimento, histórias de grandes experiências e traumas também, enquanto isso, os finais felizes ficam cada vez mais distantes, enterrados por essa atualidade que não passa de cantadas virtuais, sexo casual, satisfação do ego e traição com o próprio eu. Se há a capacidade de ocultar o amor próprio, por que não fingir reciprocidade pelo próximo? E com isso, viva a ilusão e a desconfiança, que toma conta cada vez mais os corações dos mortais que acreditam em um amor verdadeiro.

Por: Otv. Aline


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Simplesmente acontece

Ela imagina seu reencontro com o temível sentimento, aquele que um dia a fez sofrer e derramar lágrimas em cada canto de seu coração. Seria lindo, em plena canção de Ed Sheeram, de preferência com a bela dança em Thinking Out Loud, o toque, olhos nos olhos, total sintonia.
O amor é consequência, pode acontecer em um supermercado, na fila do banco, cerimônia de casamento ou até em um velório, por que não?
Nada é por acaso, se acontece é porque de alguma forma teria de acontecer, e, definitivamente, eu, você, ninguém estará livre desse momento. E, quando vem, vem para arrasar com tudo ao seu redor, interior e exterior, te deixa definitivamente bobo, sem noção, viaja na maionese totalmente, não enxerga mais nem você mesmo, Isso eu senti somente uma vez na vida, por isso digo o quanto é difícil isso me pegar novamente, é gostoso, se jogar na intensidade do momento, nos braços de outro alguém é sensacional, mas, magnífico mesmo é o tempo junto com essa pessoa, dias, meses, anos, isso é uma parte do que define amor, o tempo dedicado a relação a dois.
Somente o tempo dirá...

Por: Otv. Aline

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Desejos ocultos

Se entregar a loucura é algo que poucos permitem a si mesmos, mas quem realmente já provou sabe o prazer que é se envolver em sua própria mente e realizar suas mais profundas fantasias, sem preconceitos, sem medo, a bissexualidade é algo fantástico, um beijo triplo com diversas sensações de uma vez só, misturado com o som alto e o álcool  que percorre as veias, já imaginou?
O toque é essencial, a mão que percorre a pele é a mesma que pega seu cabelo e puxa pra perto dos lábios molhados e cobertos de desejos. Tantas vontades e sentimentos ocultos, por que não permitir vivê-los? Seja qualquer vontade ou curiosidade, o tempo não espera sua decisão.
Não há certo ou errado quando se trata do seu eu, é você quem comanda suas ações e reações, portanto, a vida é para ser vivida sem pensar tanto no depois.

Autora Morena "Pimenta"





Broken wings - Alter Bridge (legendado)


terça-feira, 2 de junho de 2015

Mais um tombinho

Você acredita? Mais uma vez, cai lá do alto da minha expectativa, me machuquei, doeu, aliás, ainda dói, não era minha intenção colecionar mais uma cicatriz, não levanto fácil, só de imaginar todo o processo de desintoxicação a ser percorrido, lágrimas ácidas e arames farpados preenchem o coração. Culpa minha, desde o início sabia que era melhor a solidão, um quarto escuro e só o barulho da televisão, gritos de zumbis (The Walking Dead), um brigadeiro e uma colher disponíveis ao lado da cama, mas, não satisfeita, uma brecha idiota da emoção, foi invadida pelo sexo oposto, sem permissão, entrou, arrasou e destruiu com aquele restinho, aliás, você sabe bem o que é.
Resumidamente, foi assim, sorri por umas três semanas, sem medo algum do futuro, e hoje aqui, com ódio "do" e "no" coração, sinto o gosto do desprezo e, sinceramente, o gosto é bem amargo.

Morena