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Morena - Autora

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Oxalato de escuridão

Nada mais faz diferença, é como se tivesse um milhão de reais e ao mesmo tempo não ter nada, não é significante, essa de comparar dinheiro com felicidade é inútil. Será que em meio aos 7 bilhões de pessoas, existe um ser que compreenda a dor mais dolorosa de uma tristeza que abraça e não te solta quando você mais precisa? Será que alguém consegue entender a façanha e o sofrimento que tais mentes necessitam por ora de um sossega leão, sendo que o leão interior é muito maior que algumas miligramas se quer? É uma angústia arrebatadora, ela chuta com os dois pés em seu estômago e te deixa a beira do abismo, uma dor imaterial, subjetiva, real, abstrata e somática que é capaz de destruir a frívola mente que a carcaça de ossos à carrega, algo irreal para as marionetes da sociedade compreenderem, enquanto para muitos o medo está nas ruas, no governo, no vizinho, para nós "mentes que definham", embora sendo fortes mas não reconhecemos, carregamos as trevas dentro de nós mesmos, aquela escuridão, sabe aquela que ao invés de aproveitarmos uma tarde ensolarada, preferíamos muito mais uma tarde nublada, sentirem as gotas d'água misturando com lágrimas salgadas? Cada dia que passa, não há mais esperança de não se apagar em meio ao clonazepam ou morfina e despertar ao lado de algum oxalato de excitalopram ou cloridratos de sertralina, como preferir... esse nosso mundo cada hora que passa ganha mais um solitário, deprimido, um menos popular das rodinhas ridículas do ensino médio, aquele ser que vive em sua própria bolha mas que muitos o rotulam como nerd, mimado da mamãe... que em algum plano superior do nosso ou inferior quem sabe, esses terráqueos "normais e pacificadores" possam julgarem um ao outro, pois no final das contas, não passaremos de um podridão em baixo dos nossos próprios pés.

Aline Morena


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